“Dizem que a uma certa idade, nos fazemos invisíveis, que nossa atuação na cena da vida diminui e que nos tornamos inexistentes para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens. Eu não sei se me tornei invisível para o mundo… pode ser, porém nunca fui tão consciente da minha existência como agora, nunca me senti tão protagonista da minha vida e nunca desfrutei tanto cada momento da minha existência. Descobri que não sou princesa dos contos de fada. Descobri o ser humano sensível que sou e também muito forte. Com suas misérias e grandezas. Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e não corresponder às expectativas dos outros. E apesar disso… Gostar de mim! Quando me olho no espelho e procuro quem fui… sorrio àquela que sou… me alegro do caminho andado, assumo minhas contradições. Sinto que devo saudar a jovem que fui, com carinho, mas deixá-la de lado porque agora me atrapalha. Seu mundo de ilusões e fantasias já não me interessa. É bom viver sem tantas obrigações. Que bom sentir um desassossego permanente, causado por correr atrás de tantos sonhos. Que bom ser inteira com a nova imagem que me fita hoje, quando me olho no espelho.”
18:19 - 11/03/2009
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